Por que a pessoa se sente perdida e incompleta? / Formas resgatar a própria vida

Alguns acham que a melhor forma de superar as dores é deixando de lado o sofrimento e não enfrentando os problemas emocionais. Dessa forma a pessoa se abandona, não olha para tudo aquilo que faz parte da sua história de vida.

Depois de alguns acontecimentos na vida, a pessoa pode ficar “fragmentada”. É como se algumas “partes” dela ficasse no passado, um pouco dela fosse “deixado e perdido” no tempo. Isso costuma levar a pessoa se sentir incompleta, como se algo faltasse em sua vida.

Passa a sentir que não é dona do seu próprio “eu”.  Muitas vezes ela se vê de fora, como se assistisse sua vida passando, como se ela não tivesse controle sobre si mesma. Quando se sente assim, é importante refletir:

  • Teve momentos difíceis na minha vida que eu não consegui superar? Quais são eles?
  • Eu “me acolhi e me dei colo” nesses momentos difíceis? Ou será que me deixei de lado?
  • Será que me permiti sentir as dores emocionais da época? Ou ignorei meus sentimentos e necessidades depois de tudo acontecer?
  • Existe uma parte de mim “perdida” no passado?

Refletir e resgatar o “eu” no passado não significa ficar remoendo e revivendo o sofrimento, mas sim aceitar e enfrentar os medos e as feridas emocionais.

O processo de resgatar o próprio “eu” deve ser por etapas, aos poucos, podendo ter o seu tempo para entender e achar formas de superar o que aconteceu. Respeitando o tempo para cicatrizar as feridas emocionais. Assim, a pessoa poderá se sentir mais segura e equilibrada, mais “completa” juntando os seus “pedaços” deixados no passado, superando e recuperando o seu “eu”. Normalmente a pessoa precisa de ajuda emocional para conseguir fazer isso, sendo o acompanhamento com o psicólogo indicado.

21 COMENTÁRIOS

  1. OLA MEU NOME E JULIANA E ESTOU PASSANDO POR UM MOMENTO DIFICIL ,PASSEI POR UMA SERIA DEPRESSAO E AGORA ESTOU MELHORANDO MAIS A SENSACAO DE VAZIO DE SE PERGUNTAR QUAL O SENTIDO DA MINHA VIDA ESTA ME AFETANDO E EU ME COBRO MUITO QUAL DEVE SER MINHAS ATITUDES E PENSAMENTO DURANTE ESSA TRANSICAO?

    • Bom dia Juliana,

      Talvez primeiro você tenha que se perguntar o que pode te motivar nesse momento, quais são as atividades ou grupos de pessoas que podem te ajudar a ter um maior autoconhecimento e prazer (por exemplo: grupos de atividade física, fazer cursos de artes ou de um conhecimentos para uma área que você goste,…)
      Também seria muito importante entender o que desencadeou essa depressão que você teve, por que a depressão venho nesse momento da sua vida, será que existem questões emocionais suas que estão pendentes?
      Talvez, ao começar a responder essas perguntas, você encontrará o sentido da sua vida…

      Abraço!
      Psicóloga Michelli Duje

  2. Olá,

    Eu me sinto na lama. Tanto que tenho pensamentos sobre morte. Então fui buscar ajuda e comecei um tratamento. Ainda assim vivo num quase inferno diário. Tenho problemas de autoestima, sou emocionalmente imatura, insegura, vivo com medo e sinto que não me encaixo. Venho de uma família desestruturada e problemática, até hoje morro de medo do meu pai, e por muito tempo fui “levando” os problemas tentando ignorar, fugindo da realidade. Até que chegou a um ponto de não poder ignorar. Já não sei quem eu sou, estou perdida e mal me aguento. Eu não consigo me amar. Algumas horas só gostaria de ouvir que tudo bem ser eu, tudo bem ser diferente, tudo bem se eu não casar nem tiver filhos, ou se eu me afastar da família. Sinto que preciso sempre da aprovação das outras pessoas. Um carimbo de tudo bem. Do contrário mal respiro. Preciso sempre fazer a coisa certa. Sair da linha é uma tortura. Sinto que não tenho valor. E tenho medo de tudo. Inclusive de mudar. Sinto que é muito penoso não me encaixar. E principalmente, sinto muita vergonha de ser assim. Tanto que demorei para buscar ajuda e mascarava o que sentia. Eu realmente não sei mais o que fazer. Às vezes acho que tenho que me libertar da minha família, mas me sinto culpada no instante seguinte.
    Por favor, se puder, pode me dar uma luz? Dicas, não sei. Me sinto muito mal.

    • Bom dia Mariana,

      Entendo o seu sofrimento, imagino que não deva ser fácil, mas você está sendo muito forte, encarando as situações e fazendo tratamento para se fortalecer.
      E tudo bem: ser você, ser diferente, tudo bem não casar e nem ter filhos, ou se afastar da sua família.
      Tudo bem, porque isso não é ser diferente e nem significa que está fazendo algo errado, também não significa ser uma pessoa que não se encaixa no mundo. Isso é ser uma pessoa normal, não existe pessoas que seguem todos os padrões da sociedade… isso é ilusório… E muitas pessoas passam por situações bem parecidas com as suas, e com o tempo, é possível cicatrizar essas feridas e perceber que isso é viver. As pessoas não tem culpa por suas histórias, então não se culpe por algo que foge do seu controle. Tente observar o que pode ser feito, foque e gaste energia buscando o “bem” para si, em atividades e pessoas que possam te ajudar a cicatrizar as suas feridas…
      A grande questão talvez seja você passar a “pegar mais leve com você mesma”, passar a ser a sua amiga, falando coisas boas para si (em vez de ficar se magoando ou sendo agressiva consigo mesma). Passe a se aceitar… assim, aos poucos, você poderá parar de se punir, e aí poderá começar a se amar…
      É um processo, não será de uma hora para outra… no início será cansativo, e parecerá forçado… mas é assim mesmo… tudo que a gente passa a aprender e começar algo que não estávamos habituados, exige muito. Às vezes dá vontade de “deixar para lá”. De uma forma simbólica, podemos relacionar com o “aprender a dirigir”: no começo tem que pensar em cada movimento, estar atento a tudo, gastando uma energia grande e fazendo um esforço enorme. Mas depois, com a dedicação e treino, as coisas vão se tornando mais automáticas, e não precisa gastar tanta energia com “ligar o carro, engatar as marchas, seguir em frente, desviar dos obstáculos, parar no sinal vermelho e seguir no sinal verde”…. A vida é assim também, levará um tempo para superar algumas dores, cicatrizar algumas feridas, mas depois, você poderá seguir em frente, estabelecer limites com aquilo que te faz mal e se aproximar do que te faz bem.
      Continue o seu tratamento (com psiquiatra e psicólogo), e continue investindo em você.

      Abraço!

      Psicóloga Michelli Duje

  3. Fui traído e perdoei ainda assim parece que eu sou o culpado pq eu fico o tempo todo inseguro e perguntando se ela me ama estou sempre lutando contra minha vontade de vingança contra ela e contra o seu amante tenho vontade de mata-lo mas tenho medo de ir preso estou perdido me sinto humilhado e fraco pq sempre estou por baixo mesmo depois de tudo

  4. Boa noite,chamo me Mariamo,estou passando por um momento muito critico.cresci numa familia sem condicoes e longe do meu pai.durando o percurso da vida,passei muitas dificulddes,tive falta de muita coisa.foi quando conheci um moso k hoje e meu noivo.e este ano fui morar cm ele.mas problemas nao acabam em casa.me traiu com varias mulheres,e eu nunca fiz nada em relacao a essa situacao.nos querememos tanto ter um filho,mas eu nao consigo conseber.ate chegou o ponto de fazer um filho fora de casa.e ele me culpa por isso.as vezes tenho duvidas se kero ou nao continuar cm ele.me sinto insegura,desequilibrada e indecisa.as vezes me sinto cm se estivesse sobrando nesse mundo.mas eu o amo muito nao sei uk fazer.por favor me ajudem

  5. Meu nome é Elaine, tenho 41 anos e me sinto só, perdida. Tenho um filho de 17 anos, nunca me casei, meu último relacionamento sério terminou em 2003 e depois disso só tive (poucos) “ficantes” , todos solteiros, mas nenhum me assumia, acho q minha carência os assustaram. Estou desempregada há 3 anos.. Não consegui procurar emprego depois disso. Sou formada em administração, resolvi fazer um curso técnico de estética, o qual acabei agora. Mas me sinto perdida e com a sensação de q novamente fiz outra escolha errada. Moro com minha mãe (q me sufoca) e com meu filho. Não sai, pq não tenho amigos. Eu não vivo, apenas sobrevivo e está situação está me atormentando e não sei o q fazer, pôr onde começar. Não sei fazer nada sozinha. Não tenho nem vontade de viver mais.

    • Bom dia Elaine,

      Parece que você está procurando fora, num relacionamento, o que deve encontrar dentro aos poucos… Faça um acompanhamento psicológico (caso tenha dificuldade financeira, vá em faculdades que tem o curso de psicologia, eles fazem tratamento por valores acessíveis, conforme a possibilidade da pessoa, entre 5 a 10 reais)

      Abraço!
      Psicóloga Michelli Duje

      • Tenho vários pedaços e conflitos não resolvidos que ficaram lá atrás, mas sempre voltam em alguns momentos causando baixa estima, mágoa,como se não devesse estar ali.
        Fazendo um levantamento observo e, me fizeram observar, que são acontecimentos simples e banais, mas que para mim são a causa de sérios distúrbios emocionais. Esses já tenho quase controle. mas se percebo que vou passar mal em alguma ocasião procuro evitá-la.
        O que mais me causa tristeza e mágoa,no momento, é que ha alguns anos tive um acidente no nariz, que apesar de dizerem que é imperceptível,que é uma pequena diferença nas narinas, para mim tornou-se um vilão que mudou todo meu comportamento, pois deixou meus traços faciais diferentes. detesto fotos, videos etc. Já tentei fingir que não tem nada mas de repente lá vem o frio na barriga e a vontade de sumir.

  6. Meus conflitos infantis ou da juventude estão sendo aos poucos superados, mas às vêzes voltam a me atormentar em pequenos incidentes, em uma conversa, em um perfume.
    Trabalho muito minha mente e minhas emoções , pois passei a reconhecer qualquer sinal de que aquelas partes perdidas lá atrás estão aí me sufocando. Então busco alternativas para driblar os sintomas que virão, baixa estima, magoa, mal estar fisico. Há alguns anos tive um acidente no nariz, que apesar de dizerem que é imperceptivel, é um sério inimigo e que me faz afastar-me das pessoas porque acho que vão notar. Sei que não sou tão importante para ser notada, mas essa sequela modificou totalmente meu comportamento. Finjo que estou bem, mas tenho mesmo é vontade de me esconder.

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