Quando um projeto inacabado se torna um problema? / Não terminar algo não significa falta de compromisso

É normal a pessoa nem sempre terminar algo que ela começou. Ela pode começar várias coisas, mas não necessariamente ela conseguirá terminar todas elas. Não é porque não terminou todas elas que não teve disciplina, esforço e suas conquistas. É comum que nos projetos:

  • Nem sempre sairá do jeito que ela pensou, podem surgir novas necessidades. Às vezes ela terá que fazer novas escolhas, abrindo mão de um projeto para conseguir dar conta de uma nova prioridade em sua vida. Por exemplo, a mulher tem estabilidade financeira e profissional, mas pretende se arriscar para crescer ainda mais na sua carreira (o que exigiria tempo e dedicação). Nisso ela engravida e decide ter o bebê. Talvez, nesse momento, precisará reformular seus projetos, podendo dar continuidade para eles em outro momento, quando seu filho estiver maior.
  • Não está preparada ou “madura” para realizar o projeto nessa fase de sua vida. Antes precisará se fortalecer emocionalmente, se capacitar profissionalmente ou se organizar financeiramente para então dar continuidade aos seus planos. Por exemplo, quer reformar sua casa, mas percebe que demandará mais dinheiro do que imaginava, sendo necessário economizar mais para conseguir fazer a sua reforma.
  • Nota que estava indo pelo caminho errado, precisando reformular e achar outros meios para conquistar aquele objetivo. Ou reavalia e reflete sobre aquilo que estava querendo. Percebe que não é bem aquilo que gostaria, então muda de idéia, e faz outros planos para sua carreira ou para sua vida pessoal. Por exemplo, está noivo (a), mas pensa bastante e avalia que na verdade não quer casar com aquela pessoa, terminando o compromisso com ela.

Muitos começam e não terminam diversas coisas. Não há nada de horrível nisso. A grande sacada é saber aproveitar de forma positiva com essas experiências que adquiriu nas suas tentativas, aprendendo quais os comportamentos e os caminhos que não valem a pena seguir e quais podem ter uma boa chance de dar certo. Com certeza poderá utilizar esses conhecimentos para o seu futuro, o que fará toda diferença para ter sucesso nos próximos projetos.

Mas é claro que é preciso equilíbrio. Se a pessoa “nunca” consegue dar continuidade aos seus projetos, é importante analisar o que está acontecendo:

  • O que já consegui finalizar? E o que ainda não consegui? Com que frequência não consigo terminar algo?
  • Grande parte daquilo que não consegui está relacionada a uma área especifica da minha vida (por exemplo: profissional, amorosa, …)? Qual será o motivo para essa dificuldade de concluir os meus projetos nesse contexto (problemas de relacionamento, familiares, financeiro, falta de motivação, de não saber o que realmente quer)?
  • Qual o meu grau de comprometimento com as coisas? Qual o meu nível de tolerância para lidar com as frustrações? Tenho dificuldade de me manter motivado?

 

Obstáculos e decepções vão aparecer no caminho. É normal as coisas não saírem conforme planejado. Aprender com as dificuldades é fundamental para se aprimorar. Encare as frustrações e os desafios e seja persistente. A pessoa que espera que sempre saia tudo “redondinho” se frustra muito, e muitas vezes deixa de continuar tentando e lutando por aquilo que é possível conquistar.

Questões emocionais mal resolvidas podem prejudicar as conquistas de objetivos, por esse motivo é interessante o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa não consegue entender ao certo o que está acontecendo, o porquê não está obtendo resultados nos seus projetos e objetivos de vida.

2 COMENTÁRIOS

  1. A “roda viva” às vezes apronta umas boas doses de sofrimento para a pessoa que tem um objetivo, ou um ideal. No meu caso, entrei na federal ( UFC ) em 1971 para fazer Letras. Já no segundo ano de estudos recebo convite irrevogável para vir trabalhar em São Paulo. Não tinha experiência universitária, pois minha família era muito pobre e eu era o primeiro a passar no vestibular. Mudei pra Sampa, imaginando que com o currículo seria fácil passar a estudar na USP; nananinanão! Passei a estudar numa faculdade paga, na FIA, futura Unibero. No terceiro ano de estudos, fiquei desempregado no decorrer do segundo semestre 1975. Parei de estudar e passei a me dedicar a diversas profissões; Programador Cobol, Eletrônica, Eletricidade, Desenho Técnico.. Mas o que me salvou fou o fato de falar Inglês. Pra terminar a história, agora em 2017, já prestes a completar setenta anos, estou terminando meus estudos de Bacharelado em Letras ( Tradutor e Intérprete) na Anhanguera/Unibero.
    Nunca pensei em parar, mas sempre tive o propósito de me formar e coisa e tal.

  2. Tenho dificuldades de manter motivação para terminar qualquer coisa. Ja comecei fazer Faculdade, Aula de violão e nunca terminei, sempre começo com muita empolgação, mas vou me desestimulando. Inclusive relacionamentos, mas agora consegui manter um relacionamento por um longo tempo, mas ainda sofro com isso.

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