Não quer mais se envolver depois de uma frustração amorosa / Prejuízos que isso pode trazer / Formas de superar

Depois de frustrações amorosas, a pessoa pode ficar com medo de voltar a se decepcionar e sofrer. Por esse motivo ela fica mais desconfiada e arisca:

  • Evita relacionamento sério. Não dá abertura para o outro se aproximar. Ou apenas se relaciona fisicamente. Cria barreiras para não se envolver emocionalmente. A pessoa age dessa forma porque não quer se sentir “fragilizada” novamente.
  • Ou mesmo quando se compromete numa relação, a pessoa tenta manter certa distância do parceiro para não se sentir vulnerável. Demonstra ser autossuficiente, não precisando da ajuda ou do carinho do outro. Normalmente esse comportamento de “autodefesa” causa muito conflitos, pois o companheiro se sente desnecessário ou descartável na relação.

A pessoa acredita que dessa forma está se “prevenindo” das coisas “ruins” do relacionamento, mas na verdade ela está deixando de viver, de aprender e aproveitar os momentos maravilhosos que pode ter ao lado de alguém.

O sofrimento se torna muito maior por não encarar as feridas do passado. Fica aprisionada aos seus medos, com receio de ser “atacada” a qualquer momento. Cria uma armadura que a impede de relaxar e se sentir a vontade com aquele com quem poderia ter uma história bacana.

Com todas essas questões, a pessoa não reflete sobre suas experiências do passado:

  • O que você tem medo que volte a acontecer caso se relacione ou volte a confiar em alguém? O que foi mais difícil no seu relacionamento (pense no durante e no término da relação)?
  • Será que precisa evitar se envolver ou será que precisa identificar os problemas e os comportamentos que não ajudavam a ter um relacionamento saudável? Existiam sinais de que alguma coisa não estava “indo bem”? Você dava a devida importância ou ignorava os sinais?
  • O que pode aprender de forma positiva com o termino do seu relacionamento? Que ferramentas ou soluções você precisa desenvolver ou construir para uma próxima relação?

É importante sim entender o que deu “errado” nos relacionamentos anteriores. Avaliar e aprender com as experiências do passado é importante para não continuar a “repetir” os caminhos que a levaram longe do seu objetivo ou de sua felicidade. O amadurecimento e autoconhecimento podem nascer desses momentos de reflexão, descobrindo um jeito novo de pensar e se comportar, em que haja comunicação, respeito, cumplicidade afetiva e emocional entre o casal.

O fim de um relacionamento não pode se tornar motivo de escudo para afastar os outros pretendentes. Quando isso acontece, pode significar que existem feridas abertas. Independentemente de estar se envolvendo ou não com alguém, ainda assim a pessoa estará perpetuando o seu próprio sofrimento. Nesses casos é importante o acompanhamento com o psicólogo.

4 COMENTÁRIOS

  1. Olá
    Queria saber se vc poderia me auxiliar.
    Tenho 25 anos e nunca tive nada com nínguem. Acho muitos homens atraentes, mas não tenho vontade de me envolver ( nem de ter nenhum tipo de aproximação mais amorosa) …
    Daí fico na dúvida se é muito anormal ou não… Se no momento certo terei vontade de ter algum tipo de “contato físico” com alguém….

    Obrigada

  2. Olá Dra.
    Gosto muito de seus artigos. Parabéns e obrigada pelas postagens!
    Eu tive um único namorado, que ficamos juntos a 4 anos e o relacionamento terminou, pois ele não queria compromisso (casamento). Desde então não consegui me relacionar com mais ninguém. Isso já faz 9 anos e tenho a impressão que os rapazes não se interessam por mim. É muito difícil essa situação, pois me sinto solitária e que nunca serei realizada.

  3. Dr.a Me relacionei com um rapaz por muitos meses, tinhamos momentos maravilhosos juntos, momentos de muita intimidade, prazer, carinho, onde eu realmente conseguia sentir reciprocidade de sentimento, mas toda vez que notava que a aproximação chegava a um nível mais elevado ele sumia por dias, quando essa situação começou a ficar incomoda eu comecei a cobra-lo começamos a brigar, mesmo com idas e vindas me sujeitei a ficar, chegando uma hora a ser impossível continua numa relação saudável, enfim terminamos. Fiz terapia achando que o problema era comigo que não conseguia relaxar por conta de uma ansiedade que eu vivia. Depois de alguns meses separados ele voltou a me procurar, dessa vez eu estava mais calma e achei que poderíamos nos acertar, por dois meses foi tudo maravilhoso, quando nossa aproximação chegou num nível máximo num dia numa primeira discussão sem sentido que ele começou quase tive um ataque de pânico ao ver que ele estava iniciando uma briga igual do passado, no fim ele percebeu que ele estava exagerando e voltou atrás dizendo que aquilo não era uma discussão, mas no nosso próximo encontro arranjou uma desculpa pra brigar novamente e por fim terminou o relacionamento dizendo que jamais conseguiríamos nos entender e não conseguiu nem falar comigo pessoalmente, tudo por mensagem. Seria um caso de filofobia?

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