“Sinto cobrado e desvalorizado” / Diferença entre críticas construtivas e destrutivas no relacionamento amoroso

Alguns casais são agressivos, desmerecendo e desqualificando a aparência ou a capacidade do parceiro. Esses comportamentos costumam destruir a relação, gerando mágoas e desentendimentos.  Nesse momento o casal precisa reconhecer e interromper os comportamentos destrutivos, buscando formas mais saudáveis de se comunicarem.

É importante saberem a diferença entre as críticas construtivas e as críticas destrutivas:

  • Crítica construtiva – São críticas que ajuda o outro refletir sobre os seus comportamentos, ajuda a reavaliar sua forma de “ver a vida”. O objetivo da crítica construtiva é da pessoa melhorar suas dificuldades e progredir. Mas a crítica construtiva pode ser mal interpretada e algumas vezes será entendida como um ataque. Quem recebe uma crítica construtiva precisa estar disposto e receptivo para ouvir o que estão lhe dizendo.
  • Crítica destrutiva – São críticas que ofendem, agridem ou denigrem a imagem do outro. Normalmente vem em forma de acusação. Quem escuta esse tipo de crítica, costuma se sentir desqualificado e inferiorizado. O foco da crítica destrutiva é naquilo que “machuca” (isso não significa que quem faz críticas destrutivas seja uma má pessoa).

A partir disso cada um do casal pode refletir:

  • Como está a comunicação do casal? Vocês conseguem dizer um ao outro o que desejam de forma positiva?
  • Você consegue escutar as críticas construtivas ? Ou será que tem dificuldade em escutar o seu companheiro?
  • Diz de forma adequada aquilo que te incomoda ou você é agressivo? Existe ataque em vez de conversa? Utilizam das críticas destrutivas como sendo a principal comunicação entre o casal?

É preciso saber usar bem as palavras, ter empatia (se colocar no lugar do outro) e não exigir uma perfeição ou algo que não seja compatível com os valores, com o físico ou com a personalidade do namorado (a).

É preciso analisar as críticas e a forma que elas são colocadas. E se for o caso, estabelecer alguns limites com o companheiro. Considere:

  • Ele está tentando me motivar? Outras pessoas (que me querem bem) já me falaram coisas parecidas?
  • Ele está respeitando as minhas características e a minha personalidade (os meus limites)? Essas críticas são construtivas ou destrutivas?
  • Digo que não gosto e não quero que se repita  quando ele fala críticas de forma destrutiva? Já sugeri outras formas melhores dele me dizer as coisas?

Faz parte da comunicação saudável dizer ao parceiro o que provoca insegurança, mal-estar ou machuca.

Para conseguir escutar as críticas, também é importante os elogios:

  • O seu companheiro só faz críticas, ou ele também faz elogios? Você consegue escutar os elogios dele?
  • E você, faz elogios a ele?

O amor é desafiante e pode estimular o autoconhecimento. O parceiro pode apontar situações que a pessoa não percebe, mas que seria interessante ela reconsiderar. É indicado o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa tem dificuldade em escutar críticas construtivas, ou quando ela não consegue estabelecer limites com o outro, dizendo “não” as críticas destrutivas.

 

Leia também o texto:

É importante “filtrar” o que escuta do outro, sabendo aproveitar aquilo que tem de bom para acrescentar a sua vida.

https://curitibapsicologa.wordpress.com/2013/01/14/e-importante-filtrar-o-que-escuta-do-outro-sabendo-aproveitar-aquilo-que-tem-de-bom-para-acrescentar-a-sua-vida/

 

6 COMENTÁRIOS

  1. olá, gosto muito do seu blog e tenho uma dúvida.
    A minha autoestima é muito baixa e isso tem realmente atrapalhado minha vida. Gostaria de saber mais sobre o assunto. As consequências de ter baixa autoestima e o por que algumas pessoas tem isso e outra não.

    obrigada

  2. Olá sou Cida Maria
    Vivo uma situação muito delicada no meu casamento, que já se arrasta a 30 anos, tenho baixa auto-estima, solidão, falta de amor, de carinho afinal apenas alguns momentos íntimos de vez e quando. Sou apaixonada pela vida e não aceito mais viver assim, por isso sofro muito e sou infeliz, tenho 50 anos e não tenho coragem de me separar. Será que tem solução.

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